segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Escultura: do período românico ao barroco.

A escultura no período românico serve para contar as histórias bíblicas, já que a maioria das pessoas não sabia ler. O mesmo ocorre no período gótico. Ambas, também, estavam muito presentes como componentes das arquiteturas desses períodos. A diferença entre elas é a forma e técnica para a produção das mesmas. Martins e Imbroisi (2011) falam um pouco sobre a escultura românica:

Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais. 

As mesmas autoras também comentam sobre a escultura gótica:

As esculturas estão ligadas à arquitetura e se alongam para o alto, demonstrando verticalidade, alongamento exagerado das formas, e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada, exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. (MARTINS E IMBROISI, 2011)

O Renascimento foi o período em que artes foram colocadas novamente como foco da atividade humana. A Igreja utilizava a arte agora para demonstrar o poder de Deus. A Itália foi um dos grandes palcos do renascimento da arte. Michelangelo pode ser considerado o maior escultor da época. As esculturas desse período retratavam a forma humana através da realidade. Usavam proporções exatas do corpo humano. Utilizava-se de técnicas e argumentos oriundos do período grego e romano. 

Já no maneirismo, a pesar de utilizarem o que foi reaprendido durante o Renascimento, focam no fazer artístico mais do que na representação fiel da realidade. Um exemplo disso é a representação de Mercúrio feita por Giambologna. Na obra, as proporções não são exatas. A vontade de representa-lo voando são maiores do que a representação da realidade. 

No barroco, a emoção é a principal característica das esculturas. As feições transmitem a dor e o desespero oriundos do pecado. As vestes são retratadas com várias dobras para aproximarem-se com intensidade do homem. Na Europa, utilizou-se muito o ouro para realizar as esculturas barrocas. O rococó difere-se do barroco por não conter tantas extravagâncias. As imagens são construídas com maior harmonia. 



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

GOMBRICH, E.H. (Ernst Hans). A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. História da arte. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 13 de agosto de 2015.

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