segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O ensino da arte no Brasil

O ensino da Arte no Brasil durante o período Colonial retratou, de certa forma, a capacidade de resistência das classes pobres e da população mais excluída. Pois, apesar de terem sido contratados artistas franceses para lecionarem na escola de formação superior da época, a Arte que ainda é lembrada e prestigiada foi feita por pessoas sem formação acadêmica. Mestre Ataíde e Aleijadinho são exemplos disso. Ou seja, a formação acadêmica artística era utilizada, mas a arte que se destacou na história era popular.

A iniciação da escola francesa no Brasil deixou como herança a elitização do ensino da Arte para os períodos posteriores ao Colonial. Se antes a Arte era produzida pelos artistas e artesãos de classes baixas; posteriormente, houve a padronização de ensino e o acesso restringido às classes econômicas populacionais mais elevadas.

Durante a década de 70 e 80, o ensino da Arte passou a ser usual nas escolas de educação básica brasileira. A intenção era a formação de mão de obra. O foco do ensino da Arte era o desenho técnico. Com o fim da Ditadura Militar, o foco das aulas de Arte passou a ser a livre criação. Percebe-se que ambos os parâmetros mais contemporâneos não foram tão eficazes, pois o primeiro era um ensino enrijecido e o segundo era sem visão histórica.

O modelo de Abordagem Triangular, proposto por Ana Mae Barbosa, possui uma teoria eficiente. Ele propõe que a Arte deve ser apresentada historicamente; em seguida deve ser produzida; e por fim apreciada. Porém, na prática, os arte-educadores não a utilizam. Isso ocorre, principalmente, por desinteresse dos alunos e falta de condições necessárias para lecionar. Por exemplo, não há maneiras de conduzir os discentes aos museus para apreciarem Arte; porque não existe veículo de locomoção para que isso ocorra.


Conclui-se, então, que existe uma boa teoria para ser aplicada no ensino da Arte atualmente. Como existem grandes desafios para o arte-educador, ele terá que usar a criatividade para superar os desafios e barreiras da Arte-educação no Brasil. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário