segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Pintura: do Renascimento ao Neoclassicismo

O Renascimento foi marcado pelo ápice da técnica nas pinturas. As pinturas assemelhavam-se bastante dos elementos que existem na realidade. Apesar disso, os pintores, usualmente, não pintavam o que “viam”. Utilizavam a técnica que já estava muito aprimorada para pintar a idealização do belo e perfeito. Um exemplo disso é a obra “O nascimento de Vênus” de Sandro Botticelli. Na obra, a idealização do corpo “perfeito” feminino. Vê-se isso através da musculatura do abdômen de Vênus por exemplo. As técnicas mais utilizadas e aperfeiçoadas na época são:

Perspectiva: Através dessa técnica há a criação de profundidade, distância e outros aspectos. Utiliza-se matemática para tal. Como exemplo, cita-se “A última ceia” de Leonardo da Vinci.

Claro-escuro: O contraste entre o claro e o escuro é utilizado para criar o ideal de “volume” dentro da obra. Pode-se citar “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci.

O Maneirismo é marcado pela época dos exageros. Os pintores já haviam atingido uma capacidade técnica extraordinária no período anterior. Exageravam nas proporções com a intenção de demonstrar mais o “conceito” da obra do que a busca pela perfeição. Um exemplo disso é a obra “Madona com longo pescoço” de Parmigianino. Na referida obra, a mãe de Cristo aparece com o pescoço demasiadamente longo e o menino com o corpo desproporcional para o tamanho de um bebê.  Percebe-se que o ato de “dar o colo” ao menino Jesus é o destaque da obra e não as proporções das imagens envolvidas. O Maneirismo está inserido entre o Renascimento e o Barraco. Ele pode ser entendido como o processo de transição entre os dois, pois traz a técnica avançada do Renascimento e antecipa a característica da “mensagem” e “sentimento” que viriam mais tarde com o Barroco.

O Barroco é marcado pela expressão das personagens retratadas. Utilizam-se as técnicas oriundas do Renascimento, porém acrescenta-se a dramaticidade. As personagens retratadas possuem expressões faciais, e, em consideráveis quantidades de obras, o sofrimento é o que mais se retrata. As composições contêm bastantes elementos. Essas última característica pode ser oriunda do Maneirismo. Caravaggio pode ser considerado um dos maiores pintores da época. Em “A incredulidade de São Tomé”, o pintor retrata a retrata o momento em que São Tomé não acredita na ressurreição de Cristo e necessita tocar nas chagas de Jesus para comprovar o ocorrido. Caravaggio colocou expressões de espanto em São Tomé. As rugas na testa do santo são tão reais que podem se assemelhar a uma fotografia.


O Rococó difere-se do Barroco por ser mais “requintado”. Os traços são mais afilados nos rostos das pessoas. Além disso, há menos elementos na composição de uma obra. Ainda, as temáticas do Rococó são mais voltadas para temas pagãos e corteses. O termo, que dá nome ao período, vem da palavra “concha” em francês, porque, no começo, havia muitas referências de conchas nos adornos do Rococó. Esse período pode ser uma transição entre o Barroco e o Neoclassicismo, porque está ligado com a ideia do “Carpe Diem”. Ou seja, aproveitar o que a vida há para oferecer enquanto as pessoas estão vivas. Assim como o Maneirismo é a transição do Renascimento para o Barroco.  

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