segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Técnicas de pintura na História da Arte

Sobre as técnicas de pintura, é dito por Lígia Ricetto (2011, p. 44):

Os artistas podem usar uma grande variedade de técnicas para pintar: aquarela, guache, têmpera, óleo etc.
A primeira técnica de pintura de que se tem registro foi criada pelo homem pré-histórico para retratar animais como renas, antílopes, bisões, cavalos e touros nas paredes de cavernas, entre 50 e 10 mil anos atrás.
Essas pinturas pré-históricas tinham como suporte paredes rochosas e são chamadas de pinturas rupestres, palavra que significa “sobre rochas”.
As tintas utilizadas nessas obras eram feitas a partir de terra, rochas, ossos carbonizados, carvão vegetal e plantas, tudo transformado em pó e misturado em água, sangue ou gordura de animais.
Os artistas pré-históricos utilizavam os dedos, pequenas varetas, penas ou pelos de animais como pincel.  


Percebe-se que o homem pré-histórico utilizava matérias que eram de fácil acesso para ele. Por exemplo, rochas e ossos. Além disso, o local em que a pintura não seria facilmente desmanchada era a parede das cavernas. Provavelmente, foi a partir desse pensamento que o homem pré-histórico escolheu o local em que faria as pinturas. Ricetto (2011, p. 46) continua a contar sobre a história da pintura através de técnicas empregadas:

A pintura empregada pelos homens pré-históricos é parecida com a técnica chamada têmpera, muito usada até o século 15.
A têmpera era preparada à base de água ou leite, gema de ovo e pigmento em pó. Como secava de pressa, o artista não podia retocar a pintura.
Outro inconveniente dessa técnica é que as camadas de tinta não eram transparentes e cobriam tudo o que tivesse por baixo. Além disso, as cores depois de secas não apresentavam brilho e ficavam escuras.

A pintura realizada através da têmpera foi muito utilizada no Império Bizantino. Por esse motivo, vê-se que as imagens realizadas nessa época têm sempre tons escuros. Aparentemente, as pinturas bizantinas aparentam não terem sido feitas com vários retoques. Sobre a ideia de dimensão presente nas pinturas, Ricetto (2011, p. 68) fala:

A superfície plana apresenta duas dimensões: altura e largura. Todas as coisas possuem tridimensionalidade, isto é, três dimensões: largura, altura e profundidade.
Para representar coisas tridimensionais em uma superfície plana, os artistas empregam uma técnica chamada perspectiva.
A palavra perspectiva vem da expressão latina perpiciere, que significa “ver com clareza”. E é justamente o que essa técnica faz, pois permite representar com clareza objetos tridimensionais em superfícies planas. Para dar a ideia de distancia, os antigos egípcios desenhavam figuras maiores, menores, mais altas ou mais baixas, e as colocavam uma sobre as outras.
Nó século 6° antes de Cristo, os gregos desenvolveram os princípios básicos da perspectiva. Além disso, passaram também a aplicar em suas obras cores e sombras de forma gradativa, para criar ilusão de distância e profundidade.  

Entende-se que na arte egípcia, além da função de importância ao retratar o tamanho das pessoas, essa técnica servia para criar a ideia de distância. E foi a partir dos gregos que a ideia de perspectiva foi desenvolvida. Ou seja, em uma superfície bidimensional, criou-se o ideal de tridimensionalidade. Os gregos realizaram isso através da técnica de aplicar cores e sombras gradativas. Assim, ele criariam a visão de distância e profundidade. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RICCETO, Lígia. Pintura: arte, técnica e história. São Paulo: IBEP. 2011.

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